Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 29.09.2009 29.09.2009

“”Amargo”” e “”A pequenina”” decepcionam

Num festival internacional como o do Rio, é natural procurar filmes estrangeiros ainda sem previsão de lançamento, em geral por não ter diretor e elenco não estrelados, ou por não ter ganho algum prêmio de grande porte. Mas quem se arriscou a ver algo assim no circuito Espaço de Cinema, em Botafogo, teve duas decepções na tarde e noite de domingo. A começar por “Amargo” (“Amer”, de Hélène Cattet , Bruno Forzani), longa-metragem francês que não passa de mero exercício estético. O filme acompanha três fases da vida da personagem principal, abusa de luz estourada, filtros, efeitos sonoros etc., numa aparente pretensão de realizar um manifesto poético em contraponto ao dominante cinema narrativo. Mas tudo muito raso. Foi, até agora, uma das maiores debandadas de público do Festival do Rio em meio a um filme, que tem última sessão hoje (terça, 29/9, 14h15, no Estação Barra Point).

Já no italiano “A pequenina” (La pivellina, de Tizza Covi e Rainer Frimmel), a história da menina Aia (ou Asia, não se sabe ao certo) tinha qualquer coisa de cinema neorrealista na história do casal circense que vive na periferia de Roma e adota, “sem querer”, um menina de dois anos deixada no estacionamento onde guardam seus trailers. Mas o que fica claro é que a produção contava mesmo com a empatia do público diante dos gracejos da criança que “interpreta” o papel-título. No fundo, no fundo, parecia anúncio comercial de pouca criatividade, em que redator (no caso, roteirista) e diretor esperam vender seu produto – margarina, brinquedo, shampoo – meramente com a presença cativante de uma criança engraçadinha. Ou de simpáticos cães, que também estão lá, diga-se de passagem. Se for a sua praia, últimas sessões também hoje, terça, 13h e 17h, no Estação Ipanema 1. (Por Eduardo Simões)

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