Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 14.05.2010 14.05.2010

Amanda Seyfried é uma das boas surpresas de “”O preço da traição””

O canadense de origem armênia Atom Egoyan na direção, Julianne Moore e Liam Neeson encabeçando o elenco…esses são alguns dos chamarizes óbvios de O preço da traição, que estréia hoje. Um das boas surpresas fica por conta de Amanda Seyfried (na foto, ao lado de Julianne), atriz da nova geração de Hollywood com mais quilômetros de filmes rodados nos últimos anos. Depois de aparecer na versão para o cinema do musical Mamma Mia!, Amanda emendou em seu currículo vários longas, alguns deles sob a batuta de diretores importantes, como Lasse Halström (Querido John, em cartaz), ou ao lado de atores e atrizes de peso (como Christopher Lee, em Boogie Woogie).

Neste filme, Julianne vive Catherine, médica bem-sucedida, cuja vida familiar parece um “comercial de margarina’, ao lado do marido atencioso, o professor David (Neeson), e do filho adolescente. Quando David aparentemente perde um vôo, e não volta para casa a tempo de participar de sua festa surpresa de aniversário, a calmaria dá lugar à paranoia. Catherine, que desconfia da infidelidade do marido, contrata uma garota de programa, Chloe (Amanda), a quem costuma observar da janela de seu consultório.

O objetivo de Catherine é fazer com que David, diante de uma jovem que teria idade para ser uma de suas alunas, caia em tentação e deixe cair a máscara. Mas o jogo de sedução entre os personagens tem “vida própria” e as relações familiares se complicam.

A outra boa surpresa é que se espera daí, em princípio, uma lição de moral aborrecida. Mas a história contada no filme de Egoyan (O doce amanhã e O fio da inocência, entre outros) – na verdade uma refilmagem de Nathalie X, filme francês de 2003, estrelado por Fanny Ardant, Emmanuelle Béart e Gérard Departdieu –  é mais sutil do que outros longas com o tema da traição. Essa, em princípio, nem fica tão evidente. E os personagens femininos vão tomando dimensões mais interessantes à medida que o filme se encaminha para seu desfecho. Nada moralizante, tudo muito natural.

Veja abaixo um trailer do filme:

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