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Adaptações parceladas

Por Edu Fernandes
 
Depois do grande sucesso da franquia Harry Potter, os produtores passaram a procurar séries de livros que pudessem ser levadas à tela grande com resultados semelhantes em bilheteria. Nessa onda, que inclui legiões de fãs apaixonados em filas nas salas de projeção para as sessões da meia-noite da madrugada de estreia, foram lançados os filmes A Saga Crepúsculo.
 
Outra semelhança entre as duas séries é a transformação do último volume em mais de um longa. A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 mostra os desdobramentos da produção anterior, com o embate final causado pelo nascimento de Renesmee (Mackenzie Foy), filha de Bella (Kristen Stewart, de Branca de Neve e o Caçador) e Edward (Robert Pattinson, de Água para Elefantes). O filme estreia dia 15 de novembro.
 
Para a série do bruxo inglês, a decisão de parcelar o livro As Relíquias da Morte em dois longas possibilitou que algumas questões deixadas de lado nos filmes anteriores pudessem ser resolvidas na primeira parte. No capítulo final, restou apenas o embate conta as forças malignas lideradas por Lorde Voldemort (Ralph Fiennes, de Fúria de Titãs). A grande batalha entre os bruxos já era aguardada por quem acompanhava a saga pelo cinema desde o quinto filme, Harry Potter e a Ordem da Fênix (2007).
 
Cena do filme 'Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2'
 
Por outro lado, Amanhecer não traz pendências para sua conclusão cinematográfica. Para render dois filmes, a solução encontrada foi incluir muitas montagens musicais. Assim, a lua de mel de Bella e Edward pôde ser bastante alongada. O efeito positivo é que a tática impulsiona a venda das canções da trilha, executadas por bandas que caem no gosto do público dos longas.
 
Se a espera pela conclusão aumenta quando um livro vira mais de um filme, os resultados nas bilheterias tendem a ser positivos. Os dois últimos títulos de Harry Potter juntos arrecadaram US$ 2,2 bilhões. Entre os seis primeiros longas, o mais lucrativo foi Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001), com US$ 944 milhões em todo o mundo. Portanto, considerando as duas partes de Relíquias da Morte como uma única fita, o aumento de bilheteria foi de 134%.
 
Na saga de vampiros e lobisomens, a maior bilheteria foi de Lua Nova (2010), com US$ 709 milhões. A primeira parte de Amanhecer chegou perto da marca, com US$ 704 milhões. Portanto, a somatória dos capítulos finais certamente será a maior da série. Para igualar o crescimento de Harry Potter, o último episódio de Crepúsculo terá de render US$ 955 milhões.
 
Ao que tudo indica, a tática dessas franquias juvenis chegou para ficar. Em 14 de dezembro, estreia a primeira parte de O Hobbit. O prólogo de O Senhor dos Anéis, que narra como Bilbo Bolseiro (Martin Freeman, de Qual Seu Número?) obteve a posse do Um Anel, será transformado em uma trilogia, apesar de o livro ser relativamente pequeno – em média, 275 páginas.
 
Peter Jackson instrui Martin Freeman no set de 'O Hobbit'
 
Ainda não foi divulgada a duração de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, mas o cineasta Peter Jackson tem o hábito de realizar filmes longos. Desde O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (2001), o trabalho mais curto dirigido por ele foi Um Olhar do Paraíso (2009), com 135 minutos. Se apostarmos que cada uma das três parcelas de O Hobbit terá essa duração, a trilogia somará quase sete horas de projeção.
 
Considerando essa especulação otimista, chegamos a 1,5 minuto de filme para cada página do livro. Se a mesma proporção fosse adotada em As Relíquias da Morte, cada parte teria de ter sua duração quadruplicada. A não ser que Peter Jackson tenha muitas surpresas para oferecer, há algo de vagaroso na Terra Média.
 
Veja o trailer de A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2:
 

 
 
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