Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 09.04.2013 09.04.2013

“Acredito numa conexão à primeira vista e acho isso muito comum”, diz a escritora Jennifer E. Smith

Por Carolina Cunha
 
Quem diria que quatro minutos podem mudar uma vida? Por esse tempo, a norte-americana Hadley Sullivan, 17 anos, perde o voo para Londres. O incidente fará com que a jovem chegue atrasada ao casamento do pai com uma madrasta por quem ela não nutre nenhuma simpatia.
 
No aeroporto, Hadley conhece Oliver, um britânico fofo com passagem para o assento 18C, no voo seguinte para Londres. Lado a lado, eles terão horas de sobra para conversar (e se apaixonar). Essa é a trama de A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, primeiro livro de Jennifer E. Smith traduzido no Brasil e que acaba de chegar às livrarias.
 
A história doce e divertida se passa em apenas 24 horas, tempo suficiente para mostrar ao leitor que o amor pode estar bem ali na esquina, ou ainda que velhos fantasmas familiares podem vir à tona com um casamento a caminho.
 
Jennifer E. Smith é uma escritora norte-americana que vive em Nova York e trabalha como editora. Suas obras já foram publicadas em 27 idiomas. O livro A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista ficou famoso no mundo inteiro e em breve estará nas telas de cinema.
 
Em entrevista ao SaraivaConteúdo, a autora falou sobre o novo título, comentou a respeito de jovens leitores e deixou suas impressões sobre o amor à primeira vista.
 
Você acredita em amor à primeira vista?
 
Jennifer E. Smith. Sou uma pessoa otimista e romântica, então eu acredito que esse tipo de amor é possível. Embora eu ainda não tenha descoberto uma probabilidade estatística exata! (risos)

É possível ter uma conexão real com alguém que você acabou de conhecer?

 
Jennifer E. Smith. Sim. Não sei se todas as vezes é amor à primeira vista, mas eu realmente acredito numa conexão à primeira vista! Eu acho isso muito comum, do jeito que acontece no livro – quando duas pessoas se encontram por acaso e ambas realmente necessitam uma da outra, apesar de elas não saberem disso ainda.
 
O pai de Hadley se apaixonou por uma mulher e abandonou sua família para morar em Londres. O que podemos aprender sobre o jeito que Hadley lida com isso?
 
Jennifer E. Smith. É compreensível que ela esteja magoada no início do livro, mas eu acho que Hadley aprende muito durante as próximas 24 horas, e Oliver tem um papel importante para que ela consiga deixar a vida seguir. 
 
Na sua opinião, quais são os principais ingredientes da química entre Hadley e Oliver?

Jennifer E. Smith. Penso que muito disso veio do fato de que eles entraram na vida do outro exatamente na hora certa, mas se atraíram de outros jeitos também. A conversa é um ponto muito importante. Os dois se divertiram muito durante todo o voo, e essa é uma base importante para qualquer relacionamento.

 
A escritora Jennifer E. Smith
Em algumas entrevistas, você disse que sempre quis ser uma escritora, mas nunca pensou nessa carreira quando jovem. Hoje muita coisa mudou no mercado editorial. Qual é o seu conselho para quem está começando?
 
Jennifer E. Smith. Sim, o cenário editorial certamente mudou, e para os aspirantes a escritores isso pode ser uma coisa muito boa, já que agora existem muitas opções para eles publicarem seus trabalhos. Meu conselho para quem está começando sempre soa muito simples, mas é a verdade: o melhor que você pode fazer é ler muito e escrever muito. Quanto mais você lê, mais você entende o jeito que um romance funciona e mais você vai encontrar exemplos que são muito bons. O único jeito de descobrir se você pode escrever um romance é realmente sentar na cadeira e tentar. Até os fracassos são importantes e, às vezes, com eles você aprende mais do que quando dá certo.
 
Como se destacar quando há tanta gente batalhando pela atenção dos leitores?

Jennifer E. Smith. Em termos de ter reconhecimento e sucesso, eu não acho que exista um jeito de prever isso, então a única coisa que você pode fazer é escrever com muita paixão, fazer o melhor que pode e compartilhar sua história com o mundo, cruzando os dedos. É um jogo de sorte e fé, não é uma coisa fácil. Mas não existem garantias, então você tem que focar naquilo que pode controlar, que é o livro, e ter orgulho do que conquistou, não importando como o mundo receba isso.

Escrever é um desafio, mas para um público jovem pode ser ainda mais. Qual é sua opinião?

 
Jennifer E. Smith. De muitas maneiras, acho que a audiência jovem é muito crítica. Muitos adultos vão terminar um livro apenas porque eles começaram, mas a maioria dos adolescentes que eu conheço pode desistir no caminho se não achar interessante. Então, nesse sentido, pode ser mais difícil. Mas penso que pode ser mais recompensador de vários jeitos. Não existe um público mais entusiasmado, e eu me sinto muito sortuda por poder escrever o tipo de livro que escrevo.
 
O livro parece pronto para ser um roteiro de filme. Você tem algum plano para fazer um filme inspirado nessa obra?

Jennifer E. Smith. Obrigada. Eu espero que sim! O livro foi escolhido por uma produtora de filmes e, neste momento, existe um roteirista maravilhoso trabalhando nesse projeto. Vamos cruzar os dedos!

 
 
 
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