Bel Sanmax por Bel Sanmax Música / Outros 20.09.2019 20.09.2019

O legado de 40 anos de Highway To Hell da banda AC/DC

Uma das bandas de rock mais conhecidas e amadas do planeta, o grupo australiano AC/DC celebra em 2019 um marco em sua história: 40 anos do lançamento de seu maior clássico, o álbum Highway To Hell.

Highway To Hell é o sexto álbum de estúdio do grupo, e teve mais de 8.5 milhões de cópias vendidas.

Já a faixa que dá nome ao disco,  Highway To Hell, é a “responsável” por fazer com que a banda, já bem sucedida em seu país natal, ganhasse notoriedade ao redor do mundo – principalmente no mercado fonográfico norte-americano.

ESTRADA PARA O CÉU

A “virada” na sorte do AC/DC começou quando a banda decidiu substituir os produtores Harry Vanda e George Young (irmão de Angus e Malcolm) por Robert John “Mutt” Lange. Lange exigiu muito do grupo nas sessões de gravação, as mais longas que eles já haviam feito até então.

O enfoque técnico e meticuloso de Lange, que constantemente substituía os instrumentos até se satisfazer com a afinação e o som que almejava, fez com que os músicos refinassem suas técnicas e abraçassem novas maneiras de abordar o processo criativo de construção de um álbum.

Mesmo sem abandonar a estrutura que era a marca registrada das músicas da banda, Lange explorou todo o potencial dos músicos, individualmente e coletivamente.

“Até mesmo Bon [Scott, vocalista] ficou impressionado com a forma como Lang conseguia fazer soar a sua voz””, declarou Angus Young em entrevista à revista especializada Mojo. Em 2003 a revista Rolling Stone elegeu o álbum como um dos 500 melhores da música contemporânea de todos os tempos.

Para os críticos da revista, o grupo se graduou “da parte de trás do bar para a frente da arena… as músicas são mais compactas e os refrões enriquecidos pelas harmonias das equipes de rúgbi.”

Curiosamente, teria sido o “apelido” conferido por Angus à então recente turnê da banda aos Estados Unidos, “Estrada para o Inferno” (tradução literal tal de Highway To Hell), que inspirou a criação da letra da música.

INSUBSTITUÍVEIS 

Bon Scott, o vocalista, do AC/DC, morreu no ano seguinte ao lançamento do álbum. Ele era alcoólatra, e sofreu uma intoxicação por excesso de ingestão de álcool.

Os membros remanescentes queriam encerrar a banda, mas a família de Scott os incentivou a continuar.

A nova formação da banda, agora com Brian Johnson nos vocais, voltou para o estúdio sob a supervisão criativa de Lange.

Nascia Back In Black, um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos, que contém a maioria dos top hits do AC/DC.

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RIP MALCOM

Em 2017, a banda sofreu outra grande perda: Malcom Young, um dos membros fundadores, morreu aos 64 anos. Ele havia deixado seu posto na banda ao ser diagnosticado com demência, em 2014, e já havia sobrevivido a um câncer e lidava com problemas no coração. O sobrinho de Malcolm e Angus, Stevie, foi quem assumiu o posto.

Malcom e o irmão Angus, ambos guitarristas, eram os principais compositores do AC/DC. Malcom era o líder “de facto” da banda nos bastidores. Os irmãos nasceram em Glasgow, na Escócia, mas migraram com a família para o interior da Austrália na infância.

“Como seu irmão, é difícil explicar em palavras o que ele significou para mim durante a minha vida, a ligação que tínhamos era única e muito especial. Ele deixa para trás um legado enorme, que vai viver para sempre. Malcolm, missão cumprida”.

O álbum mais recente da banda é Rock or Bust, lançado em 2014.

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CURIOSIDADE

O AC/DC fez parte do line up da primeira edição do Rock In Rio, em 1985, quando fizeram duas apresentações.

 

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