Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo HQ 30.11.-0001 30.11.-0001

A relação entre HQs e a TV: três histórias que renderiam boas séries

Por Willians Glauber
 
Nos últimos anos, a originalidade não tem sido um dos pontos fortes da indústria televisiva americana. Só na temporada 2014/2015, a lista de novas séries que são remakes de seriados de outros países e adaptações de histórias já existentes é longa.
 
E entre as fontes de inspiração na hora de roteiristas e produtores sugerirem produções para os canais de TV, as histórias em quadrinhos se tornaram as favoritas.

The Walking Dead, Arrow e as futuras The Flash e iZombie (conheça a série aqui) são exemplos de produções atuais adaptadas de HQs.

 
A adaptação desse gênero se mostra mais viável até mesmo se comparado à literatura, uma vez que livros são comumente levados para a telinha como séries e minisséries.
 
“As HQs e as graphic novels têm vantagem em relação aos livros em tempo de produção e de leitura. Superam o livro ou mesmo o roteiro pronto por fornecer um produto que já é contado em linguagem visual, se aproximando do storyboard”, explica o tradutor Julio Monteiro de Oliveira, fã e leitor assíduo de quadrinhos e graphic novels.
 
MAS O QUE DIFERENCIA A HQ DA GRAPHIC NOVEL?
 
A HQ tem um tamanho fisicamente menor e apresenta edições semanais, mensais ou quinzenais do mesmo enredo.

Já a graphic novel tem formato maior, com desenhos elaborados, história complexa, profunda e detalhada, que começa e termina em uma única edição.

 
Como exceção à regra, há graphic novels de até dois ou três volumes, no máximo. Além disso, várias edições de uma HQ também podem ser reunidas em um único volume, vendido como uma graphic novel.
 
A série iZombie é uma das novas produções da temporada 2014/2015. As aventuras da zumbi comedora de cérebros são baseadas em uma HQ
A FORÇA DOS PERSONAGENS
 
Dito isso, voltemos aos seriados de TV. “Grandes séries como The Walking Dead só conseguiram alcançar o grande público com a relação estreita entre os personagens”, ressalta Tiago Costa, fundador do site Cubo Pop.
 
Adaptado de uma história em quadrinhos, esse seriado é o melhor exemplo de HQ que não acompanha a saga de um herói e fez sucesso na televisão. 
 
Diante do que Costa trouxe à tona, alguns dos pré-requisitos para adaptar uma história em quadrinhos ou graphic novel para a TV deveriam ser justamente a complexidade dos personagens e a relação entre todos os que participam da história.
 
E ao conversar com Oliveira, o SaraivaConteúdo descobriu três HQs que renderiam séries de TV com tramas candidatas a conquistar diferentes perfis de telespectadores. 
 
TRUE STORY, SWEAR TO GOD
De Tom Beland
 
Histórias verídicas sempre foram um trunfo de Hollywood – afinal, se um enredo que parece ficção já aconteceu com alguém, facilmente o telespectador se relacionará com o que vê na tela.
 
A HQ True Story, Swear to God é autobiográfica. Na trama, os protagonistas Beland e Lily se conhecem no parque de diversões da Disney, nos EUA.
 
E tudo estaria na mais perfeita casualidade do dia a dia se não fosse por um pequeno problema: ele vive nos Estados Unidos e ela em Porto Rico.
 
Em True Story, Swear to God, o cartunista americano Tom Beland conta como conheceu sua esposa porto-riquenha e se apaixonou por ela
 
O autor Tom Beland mostra como se apaixonou por Lily, os percalços enfrentados por eles, o casamento dos dois e a adaptação do americano em um novo país, depois que se mudou para a terra natal da esposa.
 
“É um romance gentil, mas bastante realista. A primeira coleção é basicamente um filme, e o resto daria uma boa sitcom”, sugere Oliveira.
 
STRANGERS IN PARADISE
De Terry Moore
 
O que começou como graphic novel se transformou em uma HQ de 106 edições, publicadas de 1993 a 2007, com situações suficientes para diversas temporadas na TV.
 
Em Strangers in Paradise, David é apaixonado por Katchoo. Já ela se apaixona por Francine, mas também acha que gosta de David. Francine talvez esteja apaixonada por David, porém acredita que possa estar sentindo o mesmo por Katchoo.
 
Strangers in Paradise tem elementos de romance, como um triângulo amoroso, thriller de ação e realismo mágico”, explica Oliveira.
 
REX LIBRIS
De James Turner
 
“Um bibliotecário tem milhares de anos de idade e usa seus superpoderes de maneira incansável para recuperar livros atrasados emprestados para seres espalhados por todo o multiverso”, conta Oliveira sobre a trama da HQ.
 
Rex Libris acompanha as aventuras de um bibliotecário recuperando os livros emprestados para criaturas mágicas que nunca os devolveram
 
 
Recomendamos para você