Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Livros 13.07.2009 13.07.2009

A peculiar Manaus de Milton Hatoum

Por Bruno Dorigatti

Fotos de Tomás Rangel

> Assista à entrevista exclusiva ao SaraivaConteúdo 

Ele participou da mesa mais aguardada da Flip 2009, ao lado de Chico Buarque. Nela, falou sobre as coincidências de sua novela lançada no ano passado, Órfãos do Eldorado (Companhia das Letras) e escrita sob encomenda – “nunca mais faço nada sob encomenda, nem bilhete”, disse –, com Leite derramado (Companhia das Letras), lançado este ano pelo compositor, cantor e escritor carioca. 

Ambas tratam de sagas de famílias decadentes e condensam em poucas páginas centenas de anos: 112 na novela de Milton Hatoum, 200 no romance de Chico, mas que, como o mesmo admitiu, em letra grande e mancha pequena, ficariam em pouco mais de 100 numa diagramação padrão. “Sem falar nas obsessões do narrador, que se não se repetissem, tomariam apenas 20 páginas”, afirmou na mesa em Paraty, em tom meio sério, meio de galhofa. O carioca até brincou com o manaura, afirmando que este teria lhe plagiado a estória, apesar de tê-la escrita e publicada anteriormente. 
Ainda em Paraty, conversamos com Milton Hatoum sobre a Manaus nada estereotipada que emerge de seus escritos; a trajetória como escritor, que se iniciou com romances –  Relato de um certo oriente  (1989), Dois irmãos (2000) e Cinzas do norte (2005), todos pela Companhia das Letras e igualmente premiados – seguiu com a novela acima mencionada, e que reuniu em 2009 os contos escritos e reescritos nos últimos 18 anos em A cidade ilhada (Companhia das Letras); Euclides da Cunha, tema de um doutorado abandonado e personagem de um conto do livro recém-lançado; a ansiedade para publicar logo; e as surpresas que os leitores lhe causam.
“Você tem que se preparar para todo tipo de pergunta e de perplexidade. Mas é bacana, porque a literatura é isso, ela não dá respostas, ela gera perguntas e perplexidades”, disse o escritor m entrevista exclusiva ao SaraivaConteúdo.
> Leia o conto "Varandas de Eva", que abre o recém-lançado A cidade ilhada (Companhia das Letras). E, ao final da entrevista, leia outro conto "Uma carta de Bancroft".

COMO A TEMÁTICA AMAZÔNICA SE IMPÔS NA TUA ESCRITA?
 

Milton Hatoum. A temática amazônica se impõe, porque, por acaso, eu nasci em Manaus. Se tivesse nascido em Paraty ou Pequim, escreveria sobre Paraty ou Pequim, certamente. Ou sobre São Paulo se eu tivesse passado a infância lá. Agora, lembro do Kafka, que escreveu A muralha da China e acho que nesse momento ele foi chinês. Isso não impede também o autor de escrever sobre outros lugares e outros épocas. O mais comum é que você escreva sobre o lugar onde você nasceu. Eu tenho um vínculo forte com Manaus, sou um amazonense urbano, não conheço profundamente a floresta, mas conheço um pouco o interior da Amazônia. Mas, geralmente, nos meus livros, o cenário, o lugar simbólico é Manaus.

E É UMA MANAUS QUE FOGE UM POUCO DAQUELE ESTEREÓTIPO, PARA QUEM NÃO É DE LÁ.
 

Hatoum. Se você imaginar a surpresa das pessoas que chegam a Manaus… O Glauber Rocha, na primeira vez em que foi a Manaus, pensou que fosse encontrar uma cidade barroca, aí ele encontrou uma cidade européia, com aquela ópera, aquele teatro maravilhoso, aquela praça italiana, aquele desenho, em ondas em preto-e-branco, da Praça São Sebastião, que inspirou o calçadão do Rio de Janeiro, em Copacabana, feito pelo Burle Marx. Aquilo foi inspirado nessa praça em Manaus, poucas pessoas sabem.
Manaus é uma cidade como as outras, só que ela tem, como as outras cidades, algumas particularidades, fortes particularidades. Uma delas é o fato de estar no coração da floresta, uma espécie de baixada. E uma cidade que tem características interessantes, porque tem ali uma tradição indígena muito forte – o nome da cidade é o de uma tribo indígena que foi dizimada, desapareceu, os Manaús –, tem uma tradição também européia, de presença portuguesa, desde o século XVII, quando já era uma fortaleza avançada dos portugueses, que queriam defender e ocupar a Amazônia, em disputa com os espanhóis. E teve uma importância econômica fundamental durante 40 anos, com o grande ciclo da borracha, onde o látex representava 50% da exportação do Brasil – o resto era café. Então a cidade sempre foi cosmopolita, com a presença de muitos estrangeiros, tive professores estrangeiros na minha juventude em Manaus, e convivi com muitos estrangeiros, italianos, alemães, árabes, libaneses, sírios, judeus-marroquinos, e acho que eles estão presentes no meu trabalho. De uma forma eles entraram naturalmente, não como pessoas, mas como personagens, seres inventados, que não são mais aqueles, nunca são as pessoas. Os personagens não são pessoas. Parecem pessoas, têm que parecer, mas não se parecem com as pessoas que a gente convive.


Hatoum lê um trecho da novela Orfãos do Eldorado, ao lado de Chico, na Flip 2009

TU COMEÇASTE PUBLICANDO ROMANCES, NOVELA, E AGORA SAIU A REUNIÃO DOS TEUS CONTOS, QUE TEAMBÉM VÊM SENDO ESCRITOS HÁ ALGUNS ANOS. COMO SE ORGANIZA ISSO?

Hatoum. Esse livro de contos é uma idéia que data de alguns anos. Comecei a escrever como poeta. Tive um ato de maluquice, publiquei um livro de poesia, em 1979. Aos 16 anos, publiquei um poema no Correio Braziliense, queria ser poeta. E acabei me desviando para a prosa. Acho que não tinha talento para a poesia, ou pelo menos para o que eu escrevi. Depois ainda escrevi alguns poemas. Mas os contos que escrevi na década de 1970 foram todos descartados, não aproveitei nenhum. De fato eram ruins, péssimos, não servia para nada aquilo, embora a Nélida Piñon tenha escrito uma carta muito bonita, dizendo que os contos eram lindos. Mas, não sei por que, tive uma crise de auto-desprezo, foi uma auto-flagelação, joguei tudo fora e comecei todo de novo. 
E quando comecei tudo de novo, um desses contos se transformou no meu primeiro romance. E esse conto saiu em A cidade ilhada (Companhia das Letras), se chama “Natureza ri da cultura”. Foi publicado em 1992, depois em vários países, e agora foi reescrito e saiu nesse livro. Quando comecei a escrever esse contou, ele se estendeu, cresceu, acabou ficando com 100 páginas e percebi que não sabia o que era, mas conto não era. Aí terminei de escrever e publiquei Relato de um certo oriente (Companhia das Letras, 1989). E me animei com o romance, como gênero. Aí escrevi os outros – Dois irmãos (Companhia das Letras, 2000) e Cinzas do norte (Companhia das Letras, 2005) –, depois a novela – Órfãos do Eldorado (Companhia das Letras, 2008) – e agora reuni os contos que havia publicado nos últimos 18 anos. Reescrevi todos e acrescentei seis inéditos. E deu esse livro magro, parece um modelo de tão magro. Essa vassoura, esse caniço de 128 páginas. È que estou cada vez mais breve, acho que estou atrás da concisão agora. Estou procurando a palmeira ao invés da sumaumeira, da mangueira.

MAS AO MESMO TEMPO ELE TEM UMA DENSIDADE, NO QUE CONSEGUE RETRATAR NUM ESPAÇO TÃO PEQUENO. COMO É ESSE PROCESSO, TU ESCREVES, DEIXA UM TEMPO GUARDADO, DEPOIS RETOMA? OU É UM TRABALHO DIÁRIO, QUANDO TU ESTÁS CONSTRUINDO UMA HISTÓRIA, VOLTA A ELA DIARIAMENTE, CONSTANTEMENTE ATÉ ALCANÇAR O QUE DESEJA?
 

Hatoum. Eu escrevo muitas coisas ao mesmo tempo. E não paro também de ler. Alguns dizem que não podem ler nada quando estão escrevendo. Se eu passar dois dias sem ler eu começo a me descabelar, eu fico meio doido assim. Eu tenho que ler alguma coisa, por isso tenho medo da cegueira. O que mais tenho medo é da cegueira, não poder mais ler sozinho. Então eu escrevi os contos enquanto estava escrevendo os romances, todos. Durante dez anos não publiquei romances, mas, de 1990 a 1999, publiquei alguns contos na imprensa de São Paulo, um pouco no Rio e de fora também.
Mas escrevo tudo junto. Porque acho que essa coisa de ficar que nem um boi, diante da folha de papel em branco, esperando a musa, o Espírito Santo soprar, eu não tenho isso. Não tenho muito tempo para perder. E quando não dá certo numa coisa eu passo para outra. E ainda tem as crônicas para O Estado de S. Paulo, no Caderno 2. Quando não dá certo para o romance e para os contos, eu passo para a crônica. E quando não dá certo para crônica, eu começo a escrever umas cartas de amor imaginárias. Alguma coisa sai. 

NEM QUE SEJA PRA FICAR GUARDADO.
 

Hatoum. Até mostro para a minha mulher, porque se escreve tão pouco, a gente não escreve mais carta de amor, acha cafona. Eu acho tão bonito carta de amor, não é? Tão bonito receber uma carta de amor. A gente só recebe notícias horríveis, olha pra imprensa, o Senado…

NESSE LIVRO DE CONTOS, HÁ UM ONDE O PERSONAGEM É EUCLIDES DA CUNHA, NA AMAZÔNIA, E TRATA DE UMAS SUPOSTAS CARTAS ENCONTRADAS EM UM BIBLIOTECA, NA CALIFÓRNIA. ESSAS CARTAS EXISTEM MESMO? E COMO EUCLIDES ENTROU NA TUA VIDA?
 

Hatoum. Esse conto é “Uma carta de Bancroft” [Leia o conto ao final da entrevista] , onde o narrador encontra uma carta na biblioteca de Bancroft, em Berkeley. Como Euclides entrou na minha vida é uma outra história. Uma longa história, que vem da minha juventude. Euclides entrou na minha vida através de um castigo, uma punição coletiva do professor de português do colégio Pedro II de Manaus, no dia em que explodiu uma bomba. Um dos nossos colegas fez uma bomba, destruiu a escada, ele não foi delatado e, por castigo, o professor exigiu que nós lêssemos trechos d’ Os sertões. Lêssemos e fichássemos. O que foi um castigo, de fato. Aquilo, para um jovem de 13 anos, foi um horror, aquele vocabulário preciosista, aquela escrita pomposa, o estilo escultural. E foi uma pedrada, porque eu tive que consultar o dicionário o tempo todo – nesse aspecto, foi interessante. Mas depois eu tentei, comecei a fazer o doutorado sobre Euclides. Euclides foi uma coisa que me perseguiu um pouco. Eu ia fazer um estudo comparativo sobre os Ensaios amazônicos e a obra do [Joseph] Conrad, tinha muito a ver. Aí depois eu larguei, tudo, o doutorado, a universidade, para escrever o Dois irmãos (Companhia das Letras, 2000), mas ficou essa dívida. A dívida de um ensaio, eu paguei com um que publiquei nos Cadernos de Literatura Brasileira, do Instituto Moreira Salles, dedicado a ele. E que vai ser republicado nessa edição das Obras completas pela Nova Aguilar. E a dívida literária eu paguei, modestamente, humildemente, com esse conto, “Uma carta de Bancroft”, que é um pesadelo de Euclides. A carta que este narrador encontra em Bancroft, é um pesadelo que antecipa a própria morte do Euclides. Quando ele desperta do sonho, do pesadelo, ele está em Manaus, na casa do Alberto Rangel, esperando a lancha para ir para as cabeceiras do Purus. E em Manaus, aquele calor, aquela loucura, ele tem esse pesadelo, e escreve essa carta. No fim, quando acorda, ele ouve um canto, uma prece. É um soldado que está sendo enterrado. Ele pergunta para uma mulher como ele morreu. Ela diz: “Ele levou quatro balaços do amante da mulher”. Aí termina a carta e o pesadelo. Se a carta é verdadeira, aí você tem que ir a Bancroft para saber.

EM A CIDADE ILHADA, A TEMÁTICA EXTRAPOLA MANAUS, VAI PARA OUTROS LUGARES. TU ESTÁS UM BOM TEMPO MORANDO FORA DE MANAUS, COMO É QUE ISSO SE REFLETE NA TUA ESCRITA, SITUAR AS HISTÓRIAS EM OUTROS LUGARES? ISSO TENDE A APARECER MAIS OU ACHAS QUE SEMPRE VAI VOLTAR A MANAUS, AMBIENTAR TUAS HISTÓRIAS LÁ?

Hatoum. Nem sempre. Acho que alguns contos já se afastam totalmente de Manaus, não têm nada a ver com Manaus. Por exemplo, esse que você mencionou, “Uma carta de Bancroft”, tem a ver com Manaus, mas também tem a ver com esse narrador já em trânsito, na Califórnia. “Encontros na península” não tem nada a ver com a Amazônia, se passa inteiramente entre Barcelona e Lisboa. “Manaus, Bombaim, Palo Alto” também tem uma coisa da Califórnia e da Índia. Tem outro que Manaus aparece, mas também em diálogo com a Tailândia, com um personagem que mora em Bangcoc. Tem outro, que se chama “Bárbara no inverno”, e se passa inteiramente entre Paris e Rio, é um conto sobre exilados políticos, na década de 1970, na França. 
Você escreve sobre a sua experiência, e alguns desses contos refletem um pouco a minha experiência, não diria de andarilho, mas de alguém que morou fora do Brasil durante alguns anos e que tem alguma coisa pra contar sobre essas andanças, essas experiências. Então é provável que eu escreva alguma coisa sobre esse momento da minha vida, inclusive em São Paulo. Ao todo, são 20 anos, é uma vida em São Paulo. Eu hoje conheço São Paulo, ou alguma coisa de São Paulo, profundamente. Você não precisa conhecer toda a cidade, porque ninguém conhece totalmente uma cidade. Qualquer cidade. Você conhece alguma coisa da cidade.

TU COMEÇASTE A PUBLICAR DEPOIS DOS 40 ANOS. HOJE EM DIA, COM TODAS ESSAS FACILIDADES TECNOLÓGICAS, SEJA COM OS BLOGS, OU NO PRÓPRIO MERCADO EDITORIAL, É BEM MAIS FÁCIL PUBLICAR UM LIVRO. EU PERCEBO UMA GRANDE ANSIEDADE DO PESSOAL MAIS JOVEM EM PUBLICAR, PUBLICAR, PUBLICAR. COMO É QUE FOI ESSA QUESTÃO PRA TI E TAMBÉM ESSE TEMPO ENTRE O PRIMEIRO E O SEGUNDO LIVRO, DE DEZ ANOS?
 

Hatoum. Não, eu não publiquei depois dos 40, eu tinha 37 anos, salvo engano. Eu terminei aos 35. E é curioso isso. Você, quando é jovem, é muito ansioso, você quer publicar, eu queria. Publiquei um poema aos 16 anos, quando mandei pro Correio Braziliense, mandei acho que foi pra Folha de S. Paulo, uma crônica enorme, naquela época, nos anos 1970. Depois publiquei um livro de poesia com fotos de amigos sobre a Amazônia. Mas aí, esse tempo de ansiedade foi passando. E aos 35 anos você não é mais ansioso. Eu, pelo menos, já não era mais. Já estava assim, não digo maduro, porque eu me sinto cada vez mais imaturo. “Ah, você chegou à maturidade”. Não, eu me sinto às vezes, imaturo, é verdade. E dá trabalho ser imaturo. E eu, quando terminei o Relato… não tinha a mínima pressa de publicar. Não sei por quê. Nunca tive pressa pra publicar. Mas quando saiu o livro, foi bom, porque ganhei o prêmio; infelizmente, naquela época, o Jabuti não vinha com cheque, só vinha a estatueta, e você ficar olhando pra estatueta não paga nada. Mas tudo bem, foi bom pro livro, foi uma forma de reconhecimento, foi traduzido. E também não me desesperei quando fiquei dez anos sem publicar. Por que, não sei dizer. Devo ter milhões de defeitos, mas a paciência, para quem escreve romance, é fundamental. 
O romance, para quem é apressado… quem tem pressa come cru, né?, diz o ditado. Para quem escreve romance, a pressa pode ser um desastre. Você tem que pensar uma estrutura, trabalhar essa estrutura, os conflitos, os personagens. Ele tem que ser convincente, não pode ter ali personagens muito planos, muito sem graça. É um desafio. Aí publicar também qualquer coisa, não dá porque… Não é minha árvore preferida, mas eu gosto dos eucaliptos. [pausa] Não sou sócio de nenhuma fábrica de papel, então não gostaria de contribuir para fábricas de reciclagem de papel. Gostaria de ter leitores, e leitores agora, enquanto estou vivo, eu não penso na posteridade. A última coisa a pensar é no meu livro daqui a cem anos. Daqui a cem anos, ninguém mais estará aqui. Daqui a um milhão de anos esse mundinho, esse planeta obsceno não vai mais existir. Então eu quero leitores agora. Leitores médios ou por inteiro. Eu gosto de todo tipo de leitor. Todo leitor é capaz, não tenho preconceito. E não sou elitista, nenhum um pouco elitista. Conheço um pouco o Brasil, e você não pode ver a literatura de um ponto de vista elitista. Você tem que respeitar o gosto do leitor. E há leitor pra tudo. Se tiver leitores para a literatura que eu faço, eu vou ficar muito contente. E tem que democratizar a leitura também. Você não pode ser um purista, ou achar que a literatura só pode existir comercialmente. Não. Às vezes ela conquista um público leitor aos poucos. E isso aconteceu com o meu romance, Dois irmãos. Começou a atrair leitores, mais leitores e hoje tem um público, para o Brasil, considerável.

E QUAIS SUPRESAS JÁ TEVE COM OS LEITORES?
 

Hatoum. Umberto Eco dizia que depois de 80 mil livros tudo pode acontecer. E, olha, aconteceu tanta coisa maluca. Uma leitora, uma vez me disse que tinha ido a Manaus para encontrar os dois irmãos do romance. E aí as pessoas riram como você está rindo, mas ela não riu. Ela estava falando sério, queria encontrar os personagens. Quando você quer encontrar os personagens em uma cidade que também é fictícia no romance, das duas uma: ou eu enlouqueci, ou a leitora enlouqueceu, ou nós dois estamos no mesmo barco indo para um sanatório de leitores e escritores, o que também é legal, você embarcar nesses delírios. Mas tudo. Você tem que se preparar para todo tipo de pergunta e de perplexidade. Mas é bacana, porque a literatura é isso, ela não dá respostas, ela gera perguntas e perplexidades.

> Assista à entrevista exclusiva ao  SaraivaConteúdo 

> Leia um dos contos de A cidade ilhada (Companhia das Letras, 2009)

 

 
 

Recomendamos para você