Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 30.11.-0001 30.11.-0001

A História Sem Fim: uma das primeiras grandes bilheterias de fantasia

Por Fernanda Oliveira
 
Lá na década de 1980, bem antes do sucesso dos atuais filmes de fantasia voltados para o público infantojuvenil, como as sagas Harry Potter, Percy Jackson e Nárnia, o longa A História Sem Fim atraiu milhões de espectadores para o cinema. O retorno positivo da produção foi responsável por recordes de bilheteria na Europa, marcando uma geração não só por lá, mas em todo o mundo.
 
Logo, por que não chamar A História Sem Fim de "pai" das mais recentes produções de fantasia? Ou no mínimo uma importante referência? Como nas adaptações cinematográficas de hoje, a trama do longa vem de um livro, mais exatamente o romance homônimo do escritor alemão Michael Ende. Além disso, ele também ganhou sequências, tendo um total de três títulos – A História Sem Fim (1984), A História Sem Fim 2 (1990) e A História Sem Fim 3 (1994).
 
O analista de sistemas Felipe Laino cita outra semelhança: o perfil dos protagonistas. "São adolescentes e 'heróis' dos mundos em que as histórias se passam". Já a jornalista Vanessa Gonçalves destaca o fato de esses filmes "mexerem" com a imaginação do público. "Eles transpõem o mundo que permeia a imaginação das 'crianças-leitoras' para as telas. Certamente, todos imaginamos como seria, por exemplo, Nárnia ou Hogwarts".
 
Com orçamento de US$ 27 milhões e filmado na Alemanha (produção em parceria com os Estados Unidos), o primeiro longa da série, que em 2014 completa 30 anos, foi uma das produções cinematográficas mais caras da época e, consequentemente, um grande risco. No entanto, o investimento em efeitos especiais, trilha sonora, entre outros recursos, resultou em mais de US$ 100 milhões de bilheteria e uma legião de fãs.
 
Cena clássica de Bastian voando no dragão da sorte Falkor
 
"Acho que para os anos de 1980, A História Sem Fim inovou em conseguir construir 'cenários da imaginação' sem deixar nada a dever aos filmes recentes. Obviamente, se produzido agora, teria efeitos especiais sensacionais. Mas veja: 30 anos atrás, eles fizeram um cão voar e todos acreditaram naquilo porque não parecia 'fake'. Acredito que, com os recursos da época, fizeram um ótimo trabalho", ressalta Vanessa.
 
Para Felipe, os efeitos especiais realmente fizeram toda a diferença na narração da história de Bastian, além dos seres de outro mundo, como um caracol de corrida, um dragão da sorte, uma Imperatriz Criança e elfos. "Assistindo hoje, os efeitos especiais 'não são lá essas coisas', mas, quando foi lançado, era muito legal de ver. Surpreende-me, porque não estávamos acostumados a filmes de fantasia 'daquele jeito', cheios de seres fantásticos. Tudo isso era uma surpresa".
 
A Imperatriz Criança que governa Fantasia
Come-Pedra, um dos seres fantásticos de Fantasia
 
MARCANDO UMA GERAÇÃO
 
A História Sem Fim marcou toda uma geração que, ao se recordar do longa, tem seus personagens favoritos, suas cenas inesquecíveis e as "lições" aprendidas, além das lembranças dos sentimentos despertados pelas aventuras de Bastian.
 
"Lembro de ficar hipnotizada e nem ver o tempo passar. É um filme intenso. Eu ficava triste, apreensiva, feliz… Meu sonho era encontrar um livro daqueles também!", conta Cris Kimi, artista plástica, que foi conhecer os locais de gravação da produção. "Com meus 12 anos, cheguei a ir para a Alemanha conhecer os estúdios! Vi de perto os personagens e como muitas das cenas foram produzidas".
 
Vanessa ressalta a relação da história com o mundo dos livros. "O que mais gostei e ainda gosto nesse filme é a ideia de que o leitor pode fazer parte de uma história. Como sempre gostei de ler desde a infância, me imaginava como personagem das aventuras dos livros. Então, quando Bastian 'entra' na História Sem Fim, percebi que aquele sentimento que eu tinha era compartilhado por outras pessoas e virou tema de filme".
 
Mas sem dúvida, para Felipe e grande parte dos espectadores, o grande destaque da produção é o dragão da sorte Falkor. "O Falkor é o que eu mais gosto no filme. Lembro que toda vez eu assistia esperando ele aparecer. Quem não queria ter um 'cachorro-dragão' voador quando era criança?", brinca o analista de sistemas, que assistiu à produção inúmeras vezes. E você… também é fã do Falkor ou prefere outros personagens da história? Conte para a gente.
 

O dragão da sorte Falkor é um dos personagens mais queridos do filme
 
 
Recomendamos para você