Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 12.08.2011 12.08.2011

A beleza doentia

Por Marcelo Forlani, do site Omelete
 
O único filme que consegui ver essa semana foi o espanhol Balada do Amor e do Ódio (Balada Triste de Trompeta), do diretor Alex De La Iglesia.
 
É um dos filmes mais esquisitos que vi este ano. Depois de tantas bizarrices, violência e uma trama que está longe de ser realista (embora se ambiente na Espanha da época do franquismo), quase larguei o longa pela metade. Mas odeio fazer isso, então respirei fundo mesmo depois de Javier ser atacado por um porco selvagem e passar a ser tratado como um animal pelo ex-militar que o salvou.
 
Foi a partir deste ponto que percebi que o estilo cartunesco e o caos de La Iglesia até fazia certo sentido e que até havia certa beleza ali, mesmo que doentia.
 

A graça dos filmes do espanhol é justamente a ruptura com o que normalmente estamos acostumados a ver. Se você for se aventurar também, fica o aviso: Balada do Amor e do Ódio é extremamente violento, por isso, leve sua capa de chuva, porque o sangue digital pode espirrar em você.

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