Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 10.05.2011 10.05.2011

3D or not 3D

Por Marcelo Forlani, do Blog Omelete.com.br

Quando escrevo uma crítica sobre um filme que terá cópias 3D as pessoas sempre ficam me perguntando se vale a pena vê-lo em 3D. A resposta para a maioria dos filmes é: vale se você tiver dinheiro para isso. Se não tiver, o filme normal continua sendo mais do que bom.

É o caso, por exemplo, dos recentes Thor e Rio. No começo deste revival 3D, todo mundo só fazia filmes que jogasse ou apontasse alguma coisa na sua cara. Foi assim de A Lenda de Beowulf a Premonição 4.

Daí surgiram os que viram no 3D um viés artístico, que usava a técnica para dar profundidade e textura aos filmes, caso dos ótimos Avatar e Coraline. E, para o bem e para o mal, isso virou a nova regra.


Cena de Avatar

Hollywood parou de “”jogar”” objetos na direção do público e agora só quer saber de incluir algumas cenas de profundidade e – principalmente – lucrar com isso. É o caso bem óbvio de Thor. Várias são as cenas em que estar ou não com os óculos é só uma questão de comodismo.

O filme não foi rodado com câmeras 3D, mas sim convertido. Ok, pensar no projeto desde o começo como algo 3D já é um ótimo começo (e o pessoal que cometeu o remake de Fúria de Titãs sabe disso), mas não é tudo.

É preciso ter um objetivo em mente quando se decide em fazer ou não um filme para ser visto com os óculos especiais. Mas atualmente, parece que eles se tornaram um objeto usado para ver apenas uma coisa: mais dinheiro entrando no caixa com a possibilidade de cobrar a mais no preço do ingresso. Nada mais errado do ponto de vista artístico.

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