Ramiro Fajuri por Ramiro Fajuri Livros 22.09.2020 22.09.2020

22 de Setembro é o Dia do Hobbit: Porque os fãs de Tolkien devem comemorar

Todo dia 22 de setembro é comemorado o Dia do Hobbit, em que os fãs da literatura de fantasia no mundo inteiro comemoram os aniversários de Frodo Bolseiro e Bibo Bolseiro, os heróis pequenos em estatura mas grandes em coragem e determinação criados por J.R.R. Tolkien, que fascinam os leitores desde a primeira publicação de O Hobbit, em 21 de setembro de 1937.

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Como os fãs sabem, Bilbo e Frodo Bolseiro não têm a mesma idade, apenas nasceram na mesma data. Bilbo nasceu em 22 de setembro do ano de 2890 da Terceira Era e Frodo em 2968. E é justamente essa riqueza de detalhes da obra de Tolkien, de criar um mundo de fantasia tão completo que tem suas próprias cronologia e línguas que fazem a alegria dos fãs.

Como o dia do Hobbit surgiu e é comemorado

O Dia do Hobbit e a Semana de Tolkien foram instituídos oficialmente pela American Tolkien Society em 1978, comemorando não só o nascimento dos pequenos heróis como o aniversário de publicação do primeiro livro de Tolkien, mas antes disso os fãs leitores comemoravam o ‘feriado’ reproduzindo as festas e banquetes dos hobbits descritas nos livros.

Quem foi J.R.R. Tolkien

John Ronald Reuel Tolkien, nasceu em Bloemfntein, atualmente Mangaung, na África do Sul, em 3 de janeiro de 1892, indo morar na Inglaterra, terra natal de seus país aos 3 anos de idade, onde cresceu e se tornou professor universitário, filólogo (estudioso da linguagem em suas fontes históricas escritas) e um dos mais famosos, influentes e lidos escritores britânicos, até sua morte em 2 de setembro de 1973.

Depois de O Hobbit em 1937, lançou O Senhor dos Anéis em 3 volumes A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei, entre 1954 e 955, e O Silmarillion em 1977, publicado depois de sua morte. Também saíram postumamente Contos Inacabados, os Filhos de Húrin, Beren e Lúthien e A Queda de Gondolin, todos eles tendo histórias e personagens interligados entre si.

Como a mitologia e vida real influenciaram a obra de Tolkien

J.R.R. Tolkien não foi o primeiro escritor de fantasia. Muito menos o primeiro a criar um universo próprio. Mas poucos discordam que ele é o autor quintessencial da literatura fantástica, não somente pela força de sua narrativa, mas também pela riqueza de seus personagens e dos mundos que habitavam.

As referências de Tolkien na criação desses mundos fantásticos são variadas, desde sua fé cristã, ele era um católico devotado, até os mitos nórdicos e, na sua narrativa, e na moral de suas histórias, sua própria experiência de vida.

Como muitos outros jovens de sua geração, J.R.R. Tolkien, em 1916, recém diplomado com honras em Literatura e Língua Inglesa e, também,  recém casado com Edith Bratt, conheceu os horrores das trincheiras da I Guerra Mundial, tendo sido convocado pelo Exército Britânico e participado da Batalha do Somme, Ele foi um dos sobreviventes, mas mais de 1 milhão de soldados, de ambos os lados, perderam a vida.

Para Tolkien, a I Guerra Mundial foi como a morte de uma utopia. A humanidade havia visto em tempos recentes o surgimento de avanços tecnológicos incríveis como o automóvel, a luz elétrica e o avião, entre outros. Além dos confortos que esses avanços traziam, eles prometiam uma era sem grandes conflitos, pois o avanço da tecnologia demoveria os governantes da ideia de um conflito armado.

Mas foi exatamente o oposto que aconteceu. A tecnologia criou armas até então nunca vistas, como a metralhadora, o tanque de guerra e o gás venenoso, entre outras, que causaram muito mais mortes e sofrimento do que em qualquer outra guerra ocorrida até então, na história humana.

O anel para a todos controlar, que até o sábio Gandalf teme possuir, e que caberá a Frodo, o Hobbit, destruir, nada mais é do que uma alegoria sobre tecnologia, um poder que uma vez liberado, pode destruir a todos, inclusive a quem o possui, mas não consegue controla-lo.

Tolkien na cultura pop.

A influência de J.R.R. Tolkien na cultura pop é tão grande que é difícil dizer onde ela começa e até onde vai. Mas ela com certeza é imensa, indo muito além das excelentes adaptações de Peter Jackson para as telas, das quais o autor, que não queira de jeito nenhum ver suas histórias nas telonas, talvez tivesse gostado. Mas vamos lá:

J.K. Rowling e George R.R. Martin são apenas dois exemplos de autores de sucesso fãs assumidos de Tolkien. Além de terem criado seus próprios universos, o jeito que escrevem seus nomes, com iniciais e o sobrenome é uma maneira de homenagearem quem os inspirou.

A influência de Tolkien na música também é muito grande no Rock Progressivo e no Heavy Metal a partir dos anos 70, com artistas como Led Zepellin, Genesis, Rick Wakeman (Yes) compondo músicas inspiradas em Tolkien, isso sem falar em bandas como o alemão Blind Guardian, que gravou um disco inteiro baseado no Silmarillion e do próprio Marillion, que tirou o “sil” de seu nome depois de uma ameaça de processo judicial.

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