Saraiva Conteúdo por Saraiva Conteúdo Filmes e séries 20.01.2012 20.01.2012

15ª Mostra de Cinema de Tiradentes abre a temporada nacional de festivais e faz homenagem a Selton Mello

 
Por Andréia Silva e Sarah Correa
Selton Mello, em cena de O Palhaço
A Mostra de Cinema de Tiradentes chega à sua 15ª edição e se consolida como uma fiel aliada do fortalecimento do audiovisual brasileiro.
 
Entre os dias 20 e 28 deste mês, o evento exibe 116 produções na histórica cidade mineira, entre longas (31) e curtas (84), que incluem filmes já premiados e de jovens realizadores, além de pré-estreias mundiais.
 
Este ano, a mostra faz uma homenagem especial ao ator e diretor Selton Mello.
O festival nasceu e cresceu paralelamente à fase de retomada do cinema nacional, na década de 90, e desde então evolui ao lado da cena.
 
“Na primeira edição, exibimos seis curtas. Hoje, recebemos cerca de 500 inscrições para selecionar. Ou seja, a produção nacional cresceu, amadureceu, e Tiradentes foi contemplada com esse reflexo positivo”, pontua Raquel Hallak, coordenadora do evento. Este ano, a expectativa da organização é receber um público de 30 mil pessoas na cidade mineira.
Os trabalhos escolhidos para a competição e exibição chegam aos jurados – especialistas em cinema – através de um edital aberto pela Mostra. Cineastas de todo o país inscrevem suas obras.
 
Dentre as categorias, a mais aguardada é a Mostra Aurora, criada há cinco anos no festival.
“Esta mostra é um grande diferencial. Apresenta o novíssimo cinema brasileiro, além de dar visibilidade para quem está no início da carreira. É uma mostra bastante concorrida”, diz a coordenadora.
 
A Aurora já premiou filmes de “iniciantes” como Bruno Safadi, por Meu Nome é Dindi; Felipe Bragança e Marina Meliande, com A Fuga da Mulher Gorila; dos irmãos Pretti e primos Parente, pelo trabalho em Estrada para Ythaca; e o filme Os Residentes, de Tiago Mata Machado, nomes relacionados ao que hoje é chamado de o Novíssimo Cinema Brasileiro.
Este ano, a Mostra Aurora apresenta sete novos longas: os cariocas Strovengah – Amor Torto, de André Sampaio, e HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko; os brasilienses Entorno da Beleza, de Dácia Ibiapina, e A Cidade é Nossa?, de Adirley Queirós; o mineiro Balança Mas Não Cai, de Leonardo Barcelos; o capixaba As Horas Vulgares, de Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize; e o paulista Corpo Presente, de Marcelo Toledo e Paolo Gregori.
 
Cena de As Horas Vulgares
Com relação às estreias, organizadas na Mostra Vertentes, estão o longa Augustas, de Francisco César Filho, ao lado do premiado As Hiper Mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro, que recebeu o prêmio especial do júri e de melhor montagem no Festival de Gramado; Djalioh, de Ricardo Miranda; Vou Rifar Meu Coração, de Ana Rieper; e Na Carne e Na Alma, longa póstumo de Alberto Savá, falecido em outubro de 2011.
Além do júri formado por críticos do cinema nacional, o festival recebe especialistas internacionais, como Anne Delseth, membro do Comitê de Seleção da Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes; Paolo Moretti, do Festival de Veneza; Federico Cote Veiroj, do Festival de Cinema de San Sebastian, na Espanha; Raymond Whalravens, do Festival Internacional de Amsterdã; e Sesi Bergeret, do L’Alternativa – Festival de Cinema Independente de Barcelona.
Homenagem
Com o tema ‘Ator em Expansão’, um dos grandes chamarizes desta edição da Mostra de Tiradentes é a homenagem ao ator e diretor Selton Mello, que está completando 30 anos de carreira. Segundo Raquel, ele sintetiza a proposta do festival.
“Ele é um ator que está cada vez mais envolvido com o processo de criação. E essa característica é ainda mais intensa quando pensamos no Selton, visto que, além de atuar, já dirigiu dois longas”, diz.
 
Seu último filme como diretor, O Palhaço, foi visto por mais de um milhão de espectadores nos cinemas brasileiros. “E, claro, é um orgulho e uma feliz coincidência que ele também seja mineiro. É um prazer para o nosso Estado”, completa Raquel.
Como parte dessa homenagem, a mostra sedia a primeira exibição pública de Billi Pig (veja o trailer abaixo), novo filme do diretor José Eduardo Belmonte, uma comédia protagonizada por Selton Mello e Grazi Massafera.
Entre os outros filmes que serão exibidos pela homenagem, estão os longas O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia; Lavoura Arcaica, de Luiz Fernando Carvalho; A Erva do Rato, de Júlio Bressane; e O Palhaço, segundo longa-metragem dirigido pelo ator, além de Palhaço.doc, sobre os bastidores do processo de realização do filme, dirigido por Marcelo Pontes.
 
 
 
 
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